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Economia e Cotações
 
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Histórico da Crise Econômica

Quaisquer perturbações no campo da produção, da circulação de bens, do consumo, do investimento etc., indicam, em sentido amplo, a existência de uma crise econômica. Foi, no entanto, a partir do advento da Revolução Industrial, no séc. XIX, quando a maior parte da produção passou a ter origem na industria mecanizada, que a crise se definiu como categoria econômica, correspondendo a uma das fases do ciclo característico do desenvolvimento capitalista.

Com a Revolução Industrial, ao invés de decorrerem da escassez, as crises passaram a conseqüência da superprodução em relação à capacidade de absorção da demanda, ao contrário do que acreditavam os clássicos da economia política, como Adam Smith, David Ricardo e Jean-Baptiste Say, para os quais as relações criadas com o capitalismo industrial nascente deveriam promover, por si sós, um equilíbrio econômico permanente, através do ajustamento automático da oferta à demanda.

O Cientista Thomas Robert Malthus, faz uma justificativa de outro modo : a produção de alimentos cresce em progressão aritmética, enquanto a população consumidora tende a aumentar em progressão geométrica, desequilíbrio que conduz as grandes massas a uma miséria cada vez mais acentuada. A sociedade e a natureza corrigem esses males através de guerras, epidemias etc., de maneira a reduzir violentamente a população, como fazem também a recusa de assistência aos necessitados (hospitais, asilos etc.) e a diminuição da natalidade, através da abstinência sexual generalizada.

A primeira crise de superprodução a abranger a economia em seu conjunto registrou-se na Inglaterra em 1825, como decorrência do estabelecimento da paz na Europa, em seguida à derrota final de Napoleão, 1815. Foi causa concorrente a independência dos países latino-americanos, em 1823, a qual levou a generalizar-se, na Inglaterra, a crença de que esses países representavam imensos repositórios de riquezas naturais à espera de capitais dispostos a explorá-las. Com a guerra contra a expansão napoleônica, a Inglaterra fora levada a incrementar a siderurgia e a indústria têxtil, ao mesmo tempo que o volume das despesas públicas favorecia a inflação e a proliferação de bancos.

As necessidades de abastecimento e a proteção aduaneira, por seu turno provocavam a elevação dos preços dos produtos agrícolas e da terra. Com a paz, e ante uma Europa empobrecida, os exportadores ingleses começaram a não encontrar mercado para seus estoques de produtos manufaturados e coloniais. Os países do continente, além disso, dispuseram-se a dar desenvolvimento a suas próprias indústrias locais, que exigiam a adoção de medidas protecionistas. Igual clima de crise envolveu, por essa época, a agricultura inglesa, sem escoamento garantido para seus produtos.

Os valores latino-americanos que invadiram a bolsa de Londres, em 1824 e 1825, e os empréstimos fabulosos então negociados como que pareciam compensar esse estado de coisas, desencadeando no país verdadeira febre e ganho fácil, inclusive através de aplicações em negócios aparentemente lucrativos na própria Inglaterra.

Foi o paraíso da especulação, até fica patenteado que o ouro fugia do controle inglês e que matérias-primas de importância, como o algodão, sofriam violenta redução de preços. Arruinaram-se os especuladores e a febre altista cedeu lugar a grandes baixas na bolsa. Os empresários mais fortes sobreviveram à crise, entregando-se à tarefa de baixar os custos de produção para compensar a diminuição dos lucros conseqüências da redução dos preços. Difundiu-se o emprego da máquina a vapor e introduziram-se na siderurgia importantes aperfeiçoamentos técnicos. O ciclo de depressão da crise tipicamente de superprodução – prolonga-se até 1833, quando se inicia nova fase de reanimação, com auge em 1836, data em que tem começo nova fase, dando início a novo ciclo de caráter local (inglês). Como crises mundiais, a partir dessa época, registram-se as de 1857, 1866, 1873, 1882, 1890, 1900, 1907, 1920, 1929 e 1937.

Primeira crise mundial. A primeira crise a abarcar o conjunto da economia mundial de mercado foi a de 1857-58, iniciada nos EUA e estendendo-se à Inglaterra, Alemanha, França, Áustria, Dinamarca e Suécia. Veio em seguida a um período de expansão da economia dos EUA, a partir de 1853. A descoberta de minas de ouro na Califórnia (1848-1849) atraiu para o mercado norte-americano o capital internacional, sobretudo o inglês.

Acentua-se o fluxo de imigrantes para os EUA, seduzidos pela exploração do ouro. Expandem-se a siderurgia, a indústria têxtil e a agricultura. A construção de vias férreas e a construção naval também acusam crescimento, esta última estimulada pelo aumento do comércio exterior, relacionado com a guerra da Criméia, que abriu ao trigo norte-americano os mercados europeus tradicionalmente supridos pelo produto russo.

No verão de 1857, os preços das mercadorias norte-americanas atingem o nível máximo, até virem a sofrer o efeito das excelentes colheitas do ano, na Europa. Quando os preços dos cereais começaram a baixar, declarou-se a crise, que levaria à falência uma série de empresas comerciais, de indústrias e de bancos. Só em outubro de 1857, 62 dos 63 bancos existentes em Nova York suspendem os pagamentos.

A crise atinge a Europa a questão de semanas, determinando, em escala mundial, a redução da produção industrial, a queda dos preços e acentuado desemprego. No Brasil, foi efeito dessa crise a desvalorização cambial de dezembro de 1857, bem como a queda sensível dos preços internacionais dos produtos de exportação, além de drástica redução no volume das exportações e as mudanças do periodo da Guerra mundial (1a e 2ª) e a revolução interna de 1964.

A grande depressão. A crise econômica mundial de 1929-33, conhecida como ‘a grande depressão’, foi a mais grave da história do capitalismo, quer por sua duração, profundidade e amplitude, quer por ser caráter devastador. O descalabro, financeiro teve início, formalmente, no crash, da bolsa de Nova York de 29 de outubro de 1929, explosão imprevista, se toma em consideração o clima de euforia que até essa data dominava nos negócios norte-americanos. A tendência à baixa dos preços foi incontrolável, levando à destruição maciça de riquezas, na tentativa de freá-la. O recurso de desespero consistiu, principalmente, na queima ou distribuição de produtos e máquinas e na matança de rebanhos. Mais de 9 mil bancos foram à falência nos EUA. O comércio internacional regrediu a níveis anteriores a 1913, tendo sido a Inglaterra o país mais atingido pelo retrocesso. A onda de desemprego avolumou-se: somente nos EUA, em 1932, os desempregados somavam de 14 a 17 milhões, isto é, cerca de 25% de toda população economicamente ativa do país. No Brasil, as exportações baixaram de 95 milhões de libras esterlinas, em 1929, para 33 milhões em 1935, nível equiparável ao de 1893. A depressão subsequente à crise prolongou-se até 1935, quando se inicia a recuperação da economia, mas em ritmo lento. Em 1937, momento de nova crise, a produção industrial dos EUA, como a da França, ainda não havia logrado atingir os índices de 1929.

A II Guerra Mundial alterou esse quadro, ensejando extraordinário desenvolvimento econômico em não poucos países beligerantes, sobretudo no EUA. Ao término do conflito os EUA apresentavam um índice de produção industrial muito mais elevado que o no início da guerra. Do pós-guerra em diante, todavia, as crises monetárias internacionais se tornaram freqüentes e a inflação generalizou-se.

Teoria sobre as crises. Dentre as numerosas teorias que procuram explicar as crises e os ciclos do desenvolvimento capitalista, merecem destaque, por sua importância história e caráter polêmico, a teoria marxista e a keynesiana.

A primeira, formulada por Karl Marx parte da afirmação de que a causa das crises cíclicas dos sistema capitalista deriva do fato intrínseco ao sistema, ou seja, a contradição entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação de seus resultados.

A Segunda, formulada por John Maynard Keynes, parte da idéia central de que as flutuações cíclicas acompanham as flutuações da eficácia marginal do capital, dependente de dois elementos: a) da série de rendimentos anuais, previsíveis, da inversão em um novo bem de capital; b) do uso dos bens de capital.

Keynes adverte que as ondas cíclicas na eficácia do capital são, ainda mais agudas do que deveriam ser, dada a “incontrolável e desobediente psicologia do mundo dos negócios”, envolvendo o que se entende por ‘confiança comercial’, otimismo ou pessimismo do setor empresarial.

Outras Crises – muita embora não contida na pesquisa retro mencionada são aquelas praticadas nos Governos de Ditadores por trucidação com propósitos exclusivos para deprimir e aniquilar o povo. Onde a sociedade e a natureza corrigem esses males através de guerras internas interpovos da mesma cor e raça e através das epidemias fabricadas visando de maneira a reduzir violentamente a população, como fazem também na recusa de assistência aos necessitados (hospitais, asilos, habitação e alimentos etc.) e a diminuição da natalidade, através da abstinência sexual generalizada. Fonte: BARSA . Enciclopedia Britanica . Ed.1995;

Crises Financeiras de Ordens Fisica Pessoal
Muitas são as causas que desgovernam as pessoas fisicas e juridicas. De forma geral as razòes são multiplas como por ex.: 1. a falta de prudencias nas relaçòes da sociedade conjugal e empresarial; 2. quando não se é feliz nas convivencias, por incongruencias nos desejos e nas posturas moral e ética; 3. A infidelidade em ambas sociedades; 4. A acomodação; 5. A desorganização; 6. A indisciplina; 7. A falta de cumplicidade; 8. Descaso com as relações de vida na continuidade(Viver por Viver); 9. Instabilidade Emocional; 10. Desrepeito a religiosidade; 11. Sinergia ! 12....e 13.....?

Elaborado Por: NILSON ANTONIO RIBEIRO
Auditor Contador CRC-SP n.º 109.448/O-3 TMS e Administrador de Empresas CRA.SP n.º 18.844
O PROTETOR DOS ENDIVIDADOS!

fonte: Enciclopédia Britânica


Resumo diário do Mercado Financeiro.
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